- Assassina!!!
A rua da delegacia da cidade de Londrina ficou pequena com a multidão que fazia presente. A gritaria recomeçou assim que a viatura chegou com Débora.
De cabeça baixa a garota era levada por dois policiais que sofriam muita dificuldade para atravessar a multidão que apresentavam expressões assustadas, como se todos quisessem entender o real motivo de tanta crueldade naquela jovem, como Débora era dotada de uma incrível capacidade de não se importar com as pessoas ela entrou, sentou e esperou pela delegada.
- O que você era da vitima?
Débora não pensou muito e encarando a delegada respondeu com voz alta:
- Ela simplesmente estudava comigo, apenas isso!
A delegada soltando um sorriso debochado se levantou, puxou uma cadeira, sentou ao lado de Débora e perguntou:
- Vou ser direta menina! Você a matou?
Débora engolindo seco responde:
- Calma! Vou te contar como conheci Rafaela,e depois tire suas próprias conclusões, ela era uma menina muito tímida, feia, e de grandes defeitos, sempre tive repulsa por ela! Rafaela era a pessoa com quem eu nunca me identifiquei.
- Ei garota, não tenho o dia inteiro para ouvir ladainha, me diga como e porque matou a menina, é tudo o que eu quero de você agora, tá entendendo?
-Ta bom, por ela ser muito bizarra, convidei para uma festa de pijama na minha casa, sabe como é, Rafaela seria nossa distração da festa! Chamei algumas amigas e meu namorado levou dois amigos dele. A festa foi muito legal, demos muita risada dela, fizemos a chorar, confesso, a idiota queria ir embora e não a deixamos.
Enquanto todos estavam dormindo eu e Rafaela conversávamos no meu jardim, e ela acabou ameaçando a contar para meus pais tudo o que eu tinha feito naquela noite, eu.... eu fiquei... nervosa, sei la.. e acabamos nos pegando nos tapas, ate que eu corri para a cozinha e não pensei.... acabei.... acabei pegando uma faca e com todo o ódio e medo dela contar para meus pais, eu a matei! Foram 13 facadas!
A delegada fazendo anotações disparou mais uma pergunta:
- E como o corpo foi parar no rio?
- Eu a levei com o carro do meu namorado.
- E ele te ajudou?
- Não! Claro que não, não avisei ninguém, fiz tudo sozinha.
A delegada Sara, decidiu manter Débora presa, mais sabia que alguma coisa não estava batendo e algo dizia que Débora a tentou enganar, e teria que voltar a cena do crime para verificar os fatos.
Esperando parte 2....
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